segunda-feira, 1 de julho de 2013

Carta a um amigo.

Tenho vontade de ligar, saber como estás, mas ao mesmo tempo te sinto tão longe, tão distante, que parece um fardo atender ao telefone.
Nunca pensei te ver dessa maneira, me deixa triste, mas tem me incomodado muito falar com você, sempre a mesma apatia, os mesmos medos e palavras soltas e sem nexo, estranho, muito estranho.
Difícil pensar que alguém pode ficar tão dilacerada assim, tão diferente a ponto de se tornar outra pessoa, a ponto dos amigos e parentes desconhecerem completamente.
É assim que ando sentindo, eu sei! Eu te prometi nunca te abandonar, te prometi que não iria desistir de te ajudar e não pretendo, mas talvez seja hora de dar um tempo, deixar que você queira essa ajuda, porque tem me feito mais mal do que bem, e preciso pensar um pouco em mim.
Vou tentar mais uma vez, sempre digo isso para mim, todos os dias, na esperança de ter uma resposta diferente, e assim continuo tentando, dia após dia.
Quero te ver melhor, bem, retomando as rédeas da sua vida, se eu puder estar a seu lado, ótimo, mas se tiver que ser diferente, saberei entender que não faço mais parte da sua vida, infelizmente.
Na vida, tudo tem começo, meio e fim, se tiver que ser assim, com tristeza aceitarei os fatos e pego meu chapéu e saio de cena.
Receba minha melhores vibrações e meu beijo carinhoso da sua amiga de infância.

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