Tenho saudades de tempos melhores, aonde o riso era solto, a vida mais amena e tínhamos tempo de sobra para brincar e comemorar.
Em tempos bicudos, como o que ando passando, e já fazem alguns anos, a lembrança desses tempos é que apazígua meu coração, me dá fé de que tudo vai melhorar, de que a bonança vai chegar, e é isso que alimenta meu otimismo, mesmo estando um pouco apática.
Maio de 2013, já deu!
Um mês cheio de bombas, pipocando pra tudo o que é lado, e eu por aqui, me esquivando de cada uma e tentando manter o equilíbrio, para não sufocar meu coração.
Como disse um dia minha filha:
- Inferno Astral, já não está de bom tamanho? Chega viu!
Vou aonde a vida me levar. Deixo meus pensamentos viajarem, e posto aquilo que me der vontade.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Carta sem destinatario
Olá!
Sempre gostei de escrever cartas, sempre consegui me expressar melhor escrevendo, do que falando, talvez seja esse o motivo da minha grande paixão pela escrita, já que podemos sempre raciocinar melhor sobre aquilo que falamos.
Já passei horas escrevendo, deixando o pensamento fluir e depois reler, apagar, reescrever, reformular, tentar colocar da forma mais coerente possível meus pensamentos.
Optei pelo anonimato, não por medo, mas para poder me sentir mais livre ao escrever minhas histórias, e como o momento é de reescrever minha vida, preciso de liberdade.
Fiz grandes amigos, nesse mundo virtual, nessa blogsfera gigante, aonde trocavamos opiniões, pensamentos, rolava uma quimica legal nessa antiga turma, hoje a maioria fora do ar, mas continuamos nas redes sociais da vida, trocando essa energia que nos uniu.
Agora é diferente, não acompanho mais nenhum blog, especificamente, fico menos tempo na net, com a qual me decepcionei muito, mas resolvi retomar a escrita, apenas como um exercício, sem expectadores, sem seguidores, apenas por mim e pra mim, assim quem sabe consigo colocar minha cabeça nos trilhos de novo e ai sim, retomar um caminho, perdido em algum lugar no tempo e no espaço.
Um dia, minha terapeuta me perguntou se eu tinha idéia de em que momento me perdi de mim, e quer saber? Não sei, em algum momento me perdi, não sei se vou me encontrar novamente, nem sei se vale a pena me reencontrar, talvez a palavra chave seja me Re-inventar.
Vamos a isso então.
Sempre gostei de escrever cartas, sempre consegui me expressar melhor escrevendo, do que falando, talvez seja esse o motivo da minha grande paixão pela escrita, já que podemos sempre raciocinar melhor sobre aquilo que falamos.
Já passei horas escrevendo, deixando o pensamento fluir e depois reler, apagar, reescrever, reformular, tentar colocar da forma mais coerente possível meus pensamentos.
Optei pelo anonimato, não por medo, mas para poder me sentir mais livre ao escrever minhas histórias, e como o momento é de reescrever minha vida, preciso de liberdade.
Fiz grandes amigos, nesse mundo virtual, nessa blogsfera gigante, aonde trocavamos opiniões, pensamentos, rolava uma quimica legal nessa antiga turma, hoje a maioria fora do ar, mas continuamos nas redes sociais da vida, trocando essa energia que nos uniu.
Agora é diferente, não acompanho mais nenhum blog, especificamente, fico menos tempo na net, com a qual me decepcionei muito, mas resolvi retomar a escrita, apenas como um exercício, sem expectadores, sem seguidores, apenas por mim e pra mim, assim quem sabe consigo colocar minha cabeça nos trilhos de novo e ai sim, retomar um caminho, perdido em algum lugar no tempo e no espaço.
Um dia, minha terapeuta me perguntou se eu tinha idéia de em que momento me perdi de mim, e quer saber? Não sei, em algum momento me perdi, não sei se vou me encontrar novamente, nem sei se vale a pena me reencontrar, talvez a palavra chave seja me Re-inventar.
Vamos a isso então.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Aposentadoria
Não ando numa fase muito prolixa, estou mais introspectiva do que nunca, tentando aos poucos colocar meus pensamentos em ordem.
Trabalhei durante quase 30 anos e me aposentei, isso era um sonho, me via aposentada, viajando, passeando e fazendo do blog um guia para quem quisesse dicas de viagem, mas nada disso aconteceu.
Aposentei por problemas de saúde, levei quase dois anos para me recuperar; Com muita luta eu consegui, com algumas sequelas, mas consegui retomar um pouco da minha vida normal, dai pensei, agora sim! vou poder realizar meu sonho de cair na estrada.
E cai mesmo, dizia que minha casa era meu carro, ia sempre que podia ao Rio, minha cidade natal, que amo, para onde ainda sonho em voltar.
E novamente minha vida deu uma reviravolta, eu que dizia sempre "Quem pariu Mateus que o embale", tive uma neta e toda a minha filosofia, antes arraigada, foi por água abaixo.
Minha filha se envolveu com um canalha, que assumiu a filha, mas fez todo tipo de canalhices possiveis com ela e lógico, não deu certo. Graças a Deus, senão a vida dela seria um inferno, mas tinha minha neta e ela precisando continuar seus estudos e seu trabalho, lógico, que resolvemos assumir uma ajuda na criação da nossa pequena.
Sou apaixonada por ela, estou com tempo disponível para isso e foi quase como um renascimento pra mim, uma ocupação que me dá um enorme prazer, mas as vezes sinto o peso da idade e da responsabilidade.
Sinto-me mais feliz do que era, antes da minha pequena nascer, preocupo-me em dar aos meus filhos e minha neta um futuro tranquilo, essa agora é a minha meta, mas como disse no post anterior, preciso dar asas para eles voarem e tomarem o curso da sua história em suas mãos.
Deixá-los partir, seguirem seus caminhos. Se antes era difícil sei que agora será pior, mas sei que esse é o maior legado que poderei deixar para eles, terem a vida que quiserem.
Trabalhei durante quase 30 anos e me aposentei, isso era um sonho, me via aposentada, viajando, passeando e fazendo do blog um guia para quem quisesse dicas de viagem, mas nada disso aconteceu.
Aposentei por problemas de saúde, levei quase dois anos para me recuperar; Com muita luta eu consegui, com algumas sequelas, mas consegui retomar um pouco da minha vida normal, dai pensei, agora sim! vou poder realizar meu sonho de cair na estrada.
E cai mesmo, dizia que minha casa era meu carro, ia sempre que podia ao Rio, minha cidade natal, que amo, para onde ainda sonho em voltar.
E novamente minha vida deu uma reviravolta, eu que dizia sempre "Quem pariu Mateus que o embale", tive uma neta e toda a minha filosofia, antes arraigada, foi por água abaixo.
Minha filha se envolveu com um canalha, que assumiu a filha, mas fez todo tipo de canalhices possiveis com ela e lógico, não deu certo. Graças a Deus, senão a vida dela seria um inferno, mas tinha minha neta e ela precisando continuar seus estudos e seu trabalho, lógico, que resolvemos assumir uma ajuda na criação da nossa pequena.
Sou apaixonada por ela, estou com tempo disponível para isso e foi quase como um renascimento pra mim, uma ocupação que me dá um enorme prazer, mas as vezes sinto o peso da idade e da responsabilidade.
Sinto-me mais feliz do que era, antes da minha pequena nascer, preocupo-me em dar aos meus filhos e minha neta um futuro tranquilo, essa agora é a minha meta, mas como disse no post anterior, preciso dar asas para eles voarem e tomarem o curso da sua história em suas mãos.
Deixá-los partir, seguirem seus caminhos. Se antes era difícil sei que agora será pior, mas sei que esse é o maior legado que poderei deixar para eles, terem a vida que quiserem.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
LIBERDADE
Há alguns anos criei esse blog, na verdade não sabia muito bem que rumo ele teria, aliás até hoje eu não sei bem que rumo terá.
Ando pensando muito no sentido da palavra LIBERDADE, se somos verdadeiramente livres se não nos despojarmos de certas atitudes que nos acompanha na nossa caminhada.
Muita coisa aconteceu, desde que criei este espaço, mas uma coisa continua constante na minha vida, a vontade de me sentir livre para poder voar e realizar meus sonhos, é apesar de o tempo passar, eu ainda tenho sonhos a realizar, acho que isso nos mantém vivas e otimistas diante da vida.
Tenho me questionado muito sobre, que tipo de mãe eu fui para meus filhos? Que tipo de avó quero ser para minha neta?
Procuro respostas, preciso dar asas para que eles voem sem a minha interferência direta. Quero vê-los realizando seus sonhos e tomarem as rédeas de suas vidas, mas isso EU preciso deixar que eles façam, é importante pra mim, é importante para eles.
Sou meio do tipo mãezona, pronta a arremessar um vaso na cabeça de quem fizer mal pra eles, mas como arremessar um vaso na vida que eles escolheram para si próprios?
Tenho projetos pessoais, estacionados, paralisados enquanto não sentir que eles estão prontos para voar, mas isso sou eu quem penso, na verdade sei que eles já estão prontos, por isso preciso desamarrar esse nó, que eu mesma criei, essa teia que os segura perto de mim.
Vejo a luta de cada um para sair dessa teia, e hoje tomo a consciência de que preciso deixá-los soltos, para voarem, seguirem em frente, conquistarem seu espaço e serem felizes e libertos, esse será o meu legado.
Muito trabalho, um trabalho árduo comigo mesma, muito mais do que com eles, mas vou conseguir. Ai sim, poderei ser livre para ter a vida que um dia sonhei para mim.
Ando pensando muito no sentido da palavra LIBERDADE, se somos verdadeiramente livres se não nos despojarmos de certas atitudes que nos acompanha na nossa caminhada.
Muita coisa aconteceu, desde que criei este espaço, mas uma coisa continua constante na minha vida, a vontade de me sentir livre para poder voar e realizar meus sonhos, é apesar de o tempo passar, eu ainda tenho sonhos a realizar, acho que isso nos mantém vivas e otimistas diante da vida.
Tenho me questionado muito sobre, que tipo de mãe eu fui para meus filhos? Que tipo de avó quero ser para minha neta?
Procuro respostas, preciso dar asas para que eles voem sem a minha interferência direta. Quero vê-los realizando seus sonhos e tomarem as rédeas de suas vidas, mas isso EU preciso deixar que eles façam, é importante pra mim, é importante para eles.
Sou meio do tipo mãezona, pronta a arremessar um vaso na cabeça de quem fizer mal pra eles, mas como arremessar um vaso na vida que eles escolheram para si próprios?
Tenho projetos pessoais, estacionados, paralisados enquanto não sentir que eles estão prontos para voar, mas isso sou eu quem penso, na verdade sei que eles já estão prontos, por isso preciso desamarrar esse nó, que eu mesma criei, essa teia que os segura perto de mim.
Vejo a luta de cada um para sair dessa teia, e hoje tomo a consciência de que preciso deixá-los soltos, para voarem, seguirem em frente, conquistarem seu espaço e serem felizes e libertos, esse será o meu legado.
Muito trabalho, um trabalho árduo comigo mesma, muito mais do que com eles, mas vou conseguir. Ai sim, poderei ser livre para ter a vida que um dia sonhei para mim.
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