Todos os dias, mais ou menos a essa hora, faço um café fresquinho, arrumo a mesa, 4 lugares, mais o cadeirão de bebê, como a chamamos em casa, coloco as facas e colheres e espero chegar o pão fresquinho da padaria, para podermos juntos executar o ritual do lanche nosso de todos os dias.
E agora? Daqui pra frente? Como será?
Estou te levando para realizar seu grande sonho, fazer a faculdade tão esperada na área que você realmente gosta. Uma nova caminhada, novos rumos, novos sonhos virão com a realização deste, não era para eu estar alegre?
Olhando por um lado, sim, estou feliz de poder te proporcionar isso, mas como será a minha vida sem você em casa, meu companheiro de todas as horas, meu amigo, confidente, meu filho amado?
Sinceramente não sei, o que sinto está confuso, um misto de alegria por te ver voar, abrir suas asas e seguir o seu caminho, mas ao mesmo tempo um vazio enorme, uma tristeza que vem me consumindo, me deixando em estado de alerta quanto ao MEU futuro.
Sei que criamos nossos filhos para isso, para seguir em frente, desbravar seus caminhos e ganhar o mundo; Sei também que logo sua irmã também fará isso, embora o caminho dela já está mais definido, e junto com ela ira Bebê. Como meu coração dói, a saudade já se faz sentir aqui dentro. Preciso ter forças, desbravar novos caminhos para mim, senão, sinto, vou definhar.
Vou aonde a vida me levar. Deixo meus pensamentos viajarem, e posto aquilo que me der vontade.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Carta a um amigo.
Tenho vontade de ligar, saber como estás, mas ao mesmo tempo te sinto tão longe, tão distante, que parece um fardo atender ao telefone.
Nunca pensei te ver dessa maneira, me deixa triste, mas tem me incomodado muito falar com você, sempre a mesma apatia, os mesmos medos e palavras soltas e sem nexo, estranho, muito estranho.
Difícil pensar que alguém pode ficar tão dilacerada assim, tão diferente a ponto de se tornar outra pessoa, a ponto dos amigos e parentes desconhecerem completamente.
É assim que ando sentindo, eu sei! Eu te prometi nunca te abandonar, te prometi que não iria desistir de te ajudar e não pretendo, mas talvez seja hora de dar um tempo, deixar que você queira essa ajuda, porque tem me feito mais mal do que bem, e preciso pensar um pouco em mim.
Vou tentar mais uma vez, sempre digo isso para mim, todos os dias, na esperança de ter uma resposta diferente, e assim continuo tentando, dia após dia.
Quero te ver melhor, bem, retomando as rédeas da sua vida, se eu puder estar a seu lado, ótimo, mas se tiver que ser diferente, saberei entender que não faço mais parte da sua vida, infelizmente.
Na vida, tudo tem começo, meio e fim, se tiver que ser assim, com tristeza aceitarei os fatos e pego meu chapéu e saio de cena.
Receba minha melhores vibrações e meu beijo carinhoso da sua amiga de infância.
Nunca pensei te ver dessa maneira, me deixa triste, mas tem me incomodado muito falar com você, sempre a mesma apatia, os mesmos medos e palavras soltas e sem nexo, estranho, muito estranho.
Difícil pensar que alguém pode ficar tão dilacerada assim, tão diferente a ponto de se tornar outra pessoa, a ponto dos amigos e parentes desconhecerem completamente.
É assim que ando sentindo, eu sei! Eu te prometi nunca te abandonar, te prometi que não iria desistir de te ajudar e não pretendo, mas talvez seja hora de dar um tempo, deixar que você queira essa ajuda, porque tem me feito mais mal do que bem, e preciso pensar um pouco em mim.
Vou tentar mais uma vez, sempre digo isso para mim, todos os dias, na esperança de ter uma resposta diferente, e assim continuo tentando, dia após dia.
Quero te ver melhor, bem, retomando as rédeas da sua vida, se eu puder estar a seu lado, ótimo, mas se tiver que ser diferente, saberei entender que não faço mais parte da sua vida, infelizmente.
Na vida, tudo tem começo, meio e fim, se tiver que ser assim, com tristeza aceitarei os fatos e pego meu chapéu e saio de cena.
Receba minha melhores vibrações e meu beijo carinhoso da sua amiga de infância.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
O que me falta é competência.
As vezes, fico com a impressão de que temos o poder de resolver os problemas do mundo, mas quando caímos na real, vemos que somos verdadeiramente impotentes; Mal conseguimos dar conta dos nossos, quem dirá dos outros.
Faço o que posso, o que está dentro do meu alcance, mas vejo que ainda é pouco ou quem sabe demais, deixando o outro um pouco refém.
Serei eu uma egoísta? Não estarei dando o máximo e fazendo o outro perder a sua capacidade de lutar para conseguir?
Sinceramente, não sei. Apenas sinto muito, mas muito mesmo não conseguir ajudar da maneira certa, de modo que consiga ser uma mão forte para levantar o outro e tirá-lo de suas angústias.
Ando um pouco perdida, as vezes triste, não infeliz, mas triste de ver tantas pessoas que amo, a minha volta, com problemas que não tenho competência para ajudar.
O que me falta é competência.
Faço o que posso, o que está dentro do meu alcance, mas vejo que ainda é pouco ou quem sabe demais, deixando o outro um pouco refém.
Serei eu uma egoísta? Não estarei dando o máximo e fazendo o outro perder a sua capacidade de lutar para conseguir?
Sinceramente, não sei. Apenas sinto muito, mas muito mesmo não conseguir ajudar da maneira certa, de modo que consiga ser uma mão forte para levantar o outro e tirá-lo de suas angústias.
Ando um pouco perdida, as vezes triste, não infeliz, mas triste de ver tantas pessoas que amo, a minha volta, com problemas que não tenho competência para ajudar.
O que me falta é competência.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Saudades
Tenho saudades de tempos melhores, aonde o riso era solto, a vida mais amena e tínhamos tempo de sobra para brincar e comemorar.
Em tempos bicudos, como o que ando passando, e já fazem alguns anos, a lembrança desses tempos é que apazígua meu coração, me dá fé de que tudo vai melhorar, de que a bonança vai chegar, e é isso que alimenta meu otimismo, mesmo estando um pouco apática.
Maio de 2013, já deu!
Um mês cheio de bombas, pipocando pra tudo o que é lado, e eu por aqui, me esquivando de cada uma e tentando manter o equilíbrio, para não sufocar meu coração.
Como disse um dia minha filha:
- Inferno Astral, já não está de bom tamanho? Chega viu!
Em tempos bicudos, como o que ando passando, e já fazem alguns anos, a lembrança desses tempos é que apazígua meu coração, me dá fé de que tudo vai melhorar, de que a bonança vai chegar, e é isso que alimenta meu otimismo, mesmo estando um pouco apática.
Maio de 2013, já deu!
Um mês cheio de bombas, pipocando pra tudo o que é lado, e eu por aqui, me esquivando de cada uma e tentando manter o equilíbrio, para não sufocar meu coração.
Como disse um dia minha filha:
- Inferno Astral, já não está de bom tamanho? Chega viu!
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Carta sem destinatario
Olá!
Sempre gostei de escrever cartas, sempre consegui me expressar melhor escrevendo, do que falando, talvez seja esse o motivo da minha grande paixão pela escrita, já que podemos sempre raciocinar melhor sobre aquilo que falamos.
Já passei horas escrevendo, deixando o pensamento fluir e depois reler, apagar, reescrever, reformular, tentar colocar da forma mais coerente possível meus pensamentos.
Optei pelo anonimato, não por medo, mas para poder me sentir mais livre ao escrever minhas histórias, e como o momento é de reescrever minha vida, preciso de liberdade.
Fiz grandes amigos, nesse mundo virtual, nessa blogsfera gigante, aonde trocavamos opiniões, pensamentos, rolava uma quimica legal nessa antiga turma, hoje a maioria fora do ar, mas continuamos nas redes sociais da vida, trocando essa energia que nos uniu.
Agora é diferente, não acompanho mais nenhum blog, especificamente, fico menos tempo na net, com a qual me decepcionei muito, mas resolvi retomar a escrita, apenas como um exercício, sem expectadores, sem seguidores, apenas por mim e pra mim, assim quem sabe consigo colocar minha cabeça nos trilhos de novo e ai sim, retomar um caminho, perdido em algum lugar no tempo e no espaço.
Um dia, minha terapeuta me perguntou se eu tinha idéia de em que momento me perdi de mim, e quer saber? Não sei, em algum momento me perdi, não sei se vou me encontrar novamente, nem sei se vale a pena me reencontrar, talvez a palavra chave seja me Re-inventar.
Vamos a isso então.
Sempre gostei de escrever cartas, sempre consegui me expressar melhor escrevendo, do que falando, talvez seja esse o motivo da minha grande paixão pela escrita, já que podemos sempre raciocinar melhor sobre aquilo que falamos.
Já passei horas escrevendo, deixando o pensamento fluir e depois reler, apagar, reescrever, reformular, tentar colocar da forma mais coerente possível meus pensamentos.
Optei pelo anonimato, não por medo, mas para poder me sentir mais livre ao escrever minhas histórias, e como o momento é de reescrever minha vida, preciso de liberdade.
Fiz grandes amigos, nesse mundo virtual, nessa blogsfera gigante, aonde trocavamos opiniões, pensamentos, rolava uma quimica legal nessa antiga turma, hoje a maioria fora do ar, mas continuamos nas redes sociais da vida, trocando essa energia que nos uniu.
Agora é diferente, não acompanho mais nenhum blog, especificamente, fico menos tempo na net, com a qual me decepcionei muito, mas resolvi retomar a escrita, apenas como um exercício, sem expectadores, sem seguidores, apenas por mim e pra mim, assim quem sabe consigo colocar minha cabeça nos trilhos de novo e ai sim, retomar um caminho, perdido em algum lugar no tempo e no espaço.
Um dia, minha terapeuta me perguntou se eu tinha idéia de em que momento me perdi de mim, e quer saber? Não sei, em algum momento me perdi, não sei se vou me encontrar novamente, nem sei se vale a pena me reencontrar, talvez a palavra chave seja me Re-inventar.
Vamos a isso então.
terça-feira, 14 de maio de 2013
Aposentadoria
Não ando numa fase muito prolixa, estou mais introspectiva do que nunca, tentando aos poucos colocar meus pensamentos em ordem.
Trabalhei durante quase 30 anos e me aposentei, isso era um sonho, me via aposentada, viajando, passeando e fazendo do blog um guia para quem quisesse dicas de viagem, mas nada disso aconteceu.
Aposentei por problemas de saúde, levei quase dois anos para me recuperar; Com muita luta eu consegui, com algumas sequelas, mas consegui retomar um pouco da minha vida normal, dai pensei, agora sim! vou poder realizar meu sonho de cair na estrada.
E cai mesmo, dizia que minha casa era meu carro, ia sempre que podia ao Rio, minha cidade natal, que amo, para onde ainda sonho em voltar.
E novamente minha vida deu uma reviravolta, eu que dizia sempre "Quem pariu Mateus que o embale", tive uma neta e toda a minha filosofia, antes arraigada, foi por água abaixo.
Minha filha se envolveu com um canalha, que assumiu a filha, mas fez todo tipo de canalhices possiveis com ela e lógico, não deu certo. Graças a Deus, senão a vida dela seria um inferno, mas tinha minha neta e ela precisando continuar seus estudos e seu trabalho, lógico, que resolvemos assumir uma ajuda na criação da nossa pequena.
Sou apaixonada por ela, estou com tempo disponível para isso e foi quase como um renascimento pra mim, uma ocupação que me dá um enorme prazer, mas as vezes sinto o peso da idade e da responsabilidade.
Sinto-me mais feliz do que era, antes da minha pequena nascer, preocupo-me em dar aos meus filhos e minha neta um futuro tranquilo, essa agora é a minha meta, mas como disse no post anterior, preciso dar asas para eles voarem e tomarem o curso da sua história em suas mãos.
Deixá-los partir, seguirem seus caminhos. Se antes era difícil sei que agora será pior, mas sei que esse é o maior legado que poderei deixar para eles, terem a vida que quiserem.
Trabalhei durante quase 30 anos e me aposentei, isso era um sonho, me via aposentada, viajando, passeando e fazendo do blog um guia para quem quisesse dicas de viagem, mas nada disso aconteceu.
Aposentei por problemas de saúde, levei quase dois anos para me recuperar; Com muita luta eu consegui, com algumas sequelas, mas consegui retomar um pouco da minha vida normal, dai pensei, agora sim! vou poder realizar meu sonho de cair na estrada.
E cai mesmo, dizia que minha casa era meu carro, ia sempre que podia ao Rio, minha cidade natal, que amo, para onde ainda sonho em voltar.
E novamente minha vida deu uma reviravolta, eu que dizia sempre "Quem pariu Mateus que o embale", tive uma neta e toda a minha filosofia, antes arraigada, foi por água abaixo.
Minha filha se envolveu com um canalha, que assumiu a filha, mas fez todo tipo de canalhices possiveis com ela e lógico, não deu certo. Graças a Deus, senão a vida dela seria um inferno, mas tinha minha neta e ela precisando continuar seus estudos e seu trabalho, lógico, que resolvemos assumir uma ajuda na criação da nossa pequena.
Sou apaixonada por ela, estou com tempo disponível para isso e foi quase como um renascimento pra mim, uma ocupação que me dá um enorme prazer, mas as vezes sinto o peso da idade e da responsabilidade.
Sinto-me mais feliz do que era, antes da minha pequena nascer, preocupo-me em dar aos meus filhos e minha neta um futuro tranquilo, essa agora é a minha meta, mas como disse no post anterior, preciso dar asas para eles voarem e tomarem o curso da sua história em suas mãos.
Deixá-los partir, seguirem seus caminhos. Se antes era difícil sei que agora será pior, mas sei que esse é o maior legado que poderei deixar para eles, terem a vida que quiserem.
quinta-feira, 9 de maio de 2013
LIBERDADE
Há alguns anos criei esse blog, na verdade não sabia muito bem que rumo ele teria, aliás até hoje eu não sei bem que rumo terá.
Ando pensando muito no sentido da palavra LIBERDADE, se somos verdadeiramente livres se não nos despojarmos de certas atitudes que nos acompanha na nossa caminhada.
Muita coisa aconteceu, desde que criei este espaço, mas uma coisa continua constante na minha vida, a vontade de me sentir livre para poder voar e realizar meus sonhos, é apesar de o tempo passar, eu ainda tenho sonhos a realizar, acho que isso nos mantém vivas e otimistas diante da vida.
Tenho me questionado muito sobre, que tipo de mãe eu fui para meus filhos? Que tipo de avó quero ser para minha neta?
Procuro respostas, preciso dar asas para que eles voem sem a minha interferência direta. Quero vê-los realizando seus sonhos e tomarem as rédeas de suas vidas, mas isso EU preciso deixar que eles façam, é importante pra mim, é importante para eles.
Sou meio do tipo mãezona, pronta a arremessar um vaso na cabeça de quem fizer mal pra eles, mas como arremessar um vaso na vida que eles escolheram para si próprios?
Tenho projetos pessoais, estacionados, paralisados enquanto não sentir que eles estão prontos para voar, mas isso sou eu quem penso, na verdade sei que eles já estão prontos, por isso preciso desamarrar esse nó, que eu mesma criei, essa teia que os segura perto de mim.
Vejo a luta de cada um para sair dessa teia, e hoje tomo a consciência de que preciso deixá-los soltos, para voarem, seguirem em frente, conquistarem seu espaço e serem felizes e libertos, esse será o meu legado.
Muito trabalho, um trabalho árduo comigo mesma, muito mais do que com eles, mas vou conseguir. Ai sim, poderei ser livre para ter a vida que um dia sonhei para mim.
Ando pensando muito no sentido da palavra LIBERDADE, se somos verdadeiramente livres se não nos despojarmos de certas atitudes que nos acompanha na nossa caminhada.
Muita coisa aconteceu, desde que criei este espaço, mas uma coisa continua constante na minha vida, a vontade de me sentir livre para poder voar e realizar meus sonhos, é apesar de o tempo passar, eu ainda tenho sonhos a realizar, acho que isso nos mantém vivas e otimistas diante da vida.
Tenho me questionado muito sobre, que tipo de mãe eu fui para meus filhos? Que tipo de avó quero ser para minha neta?
Procuro respostas, preciso dar asas para que eles voem sem a minha interferência direta. Quero vê-los realizando seus sonhos e tomarem as rédeas de suas vidas, mas isso EU preciso deixar que eles façam, é importante pra mim, é importante para eles.
Sou meio do tipo mãezona, pronta a arremessar um vaso na cabeça de quem fizer mal pra eles, mas como arremessar um vaso na vida que eles escolheram para si próprios?
Tenho projetos pessoais, estacionados, paralisados enquanto não sentir que eles estão prontos para voar, mas isso sou eu quem penso, na verdade sei que eles já estão prontos, por isso preciso desamarrar esse nó, que eu mesma criei, essa teia que os segura perto de mim.
Vejo a luta de cada um para sair dessa teia, e hoje tomo a consciência de que preciso deixá-los soltos, para voarem, seguirem em frente, conquistarem seu espaço e serem felizes e libertos, esse será o meu legado.
Muito trabalho, um trabalho árduo comigo mesma, muito mais do que com eles, mas vou conseguir. Ai sim, poderei ser livre para ter a vida que um dia sonhei para mim.
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