terça-feira, 2 de julho de 2024

Um dia de cada vez

 Sim, desde a pandemia essa frase clichê, tomou outro significado, talvez seria melhor dizer, tomou uma dimensao maior do a que tinha, pois a urgencia se tornou premente.

Desde entao tem sido muito dificil para mim, tenho trabalhado minha ansiedade e pânico desde entao. Passei um bom tempo anestesiada por conta de remedios, que venho tirando ha 1 ano, mais ou menos, alem de parar de fumar ha 6 meses, vicio ue tenho ha mais de 40 anos, e confesso tem sido bem comlicado de lidar, mas estou indo, um dia de cada vez, com dificuldade de levantar da cama, mas levantando nem que seja na marra.


segunda-feira, 29 de abril de 2024

Retomando

 Há anos parei de escrever, seja por falta de tempo, falta de assunto ( mentira ) , bloqueio mesmo, enfim…

Tenho sentido uma enorme vontade de voltar, mesmo sabendo que não será fácil, mas emocionalmente eu preciso descarregar todo o conteúdo desses últimos anos, muito difíceis por sinal, mas aqui estamos, vivos ( mesmo que por enquanto) para contar essa história. 

Ainda não sei quanto tempo vai durar, mas como dizem sempre, vamos um dia de cada vez, um texto de cada vez, mesmo sem fazer muito sentido. 

Vamo que vamo, tem muita coisa nesse enorme lapso de tempo entre 2013 e 2024, 11 anos de histórias e labutas. 

Até!!!)

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Filhos, como será?

Todos os dias, mais ou menos a essa hora, faço um café fresquinho, arrumo a mesa, 4 lugares, mais o cadeirão de bebê, como a chamamos em casa, coloco as facas e colheres e espero chegar o pão fresquinho da padaria, para podermos juntos executar o ritual do lanche nosso de todos os dias.
E agora? Daqui pra frente? Como será?
Estou te levando para realizar seu grande sonho, fazer a faculdade tão esperada na área que você realmente gosta. Uma nova caminhada, novos rumos, novos sonhos virão com a realização deste, não era para eu estar alegre?
Olhando por um lado, sim, estou feliz de poder te proporcionar isso, mas como será a minha vida sem você em casa, meu companheiro de todas as horas, meu amigo, confidente, meu filho amado?
Sinceramente não sei, o que sinto está confuso, um misto de alegria por te ver voar, abrir suas asas e seguir o seu caminho, mas ao mesmo tempo um vazio enorme, uma tristeza que vem me consumindo, me deixando em estado de alerta quanto ao MEU futuro.
Sei que criamos nossos filhos para isso, para seguir em frente, desbravar seus caminhos e ganhar o mundo; Sei também que logo sua irmã também fará isso, embora o caminho dela já está mais definido, e junto com ela ira Bebê. Como meu coração dói, a saudade já se faz sentir aqui dentro. Preciso ter forças, desbravar novos caminhos para mim, senão, sinto, vou definhar.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Carta a um amigo.

Tenho vontade de ligar, saber como estás, mas ao mesmo tempo te sinto tão longe, tão distante, que parece um fardo atender ao telefone.
Nunca pensei te ver dessa maneira, me deixa triste, mas tem me incomodado muito falar com você, sempre a mesma apatia, os mesmos medos e palavras soltas e sem nexo, estranho, muito estranho.
Difícil pensar que alguém pode ficar tão dilacerada assim, tão diferente a ponto de se tornar outra pessoa, a ponto dos amigos e parentes desconhecerem completamente.
É assim que ando sentindo, eu sei! Eu te prometi nunca te abandonar, te prometi que não iria desistir de te ajudar e não pretendo, mas talvez seja hora de dar um tempo, deixar que você queira essa ajuda, porque tem me feito mais mal do que bem, e preciso pensar um pouco em mim.
Vou tentar mais uma vez, sempre digo isso para mim, todos os dias, na esperança de ter uma resposta diferente, e assim continuo tentando, dia após dia.
Quero te ver melhor, bem, retomando as rédeas da sua vida, se eu puder estar a seu lado, ótimo, mas se tiver que ser diferente, saberei entender que não faço mais parte da sua vida, infelizmente.
Na vida, tudo tem começo, meio e fim, se tiver que ser assim, com tristeza aceitarei os fatos e pego meu chapéu e saio de cena.
Receba minha melhores vibrações e meu beijo carinhoso da sua amiga de infância.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

O que me falta é competência.

As vezes, fico com a impressão de que temos o poder de resolver os problemas do mundo, mas quando caímos na real, vemos que somos verdadeiramente impotentes; Mal conseguimos dar conta dos nossos, quem dirá dos outros.
Faço o que posso, o que está dentro do meu alcance, mas vejo que ainda é pouco ou quem sabe demais, deixando o outro um pouco refém.
Serei eu uma egoísta? Não estarei dando o máximo e fazendo o outro perder a sua capacidade de lutar para conseguir?
Sinceramente, não sei. Apenas sinto muito, mas muito mesmo não conseguir ajudar da maneira certa, de modo que consiga ser uma mão forte para levantar o outro e tirá-lo de suas angústias.
Ando um pouco perdida, as vezes triste, não infeliz, mas triste de ver tantas pessoas que amo, a minha volta, com problemas que não tenho competência para ajudar.
O que me falta é competência.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Saudades

Tenho saudades de tempos melhores, aonde o riso era solto, a vida mais amena e tínhamos tempo de sobra para brincar e comemorar.
Em tempos bicudos, como o que ando passando, e já fazem alguns anos, a lembrança desses tempos é que apazígua meu coração, me dá fé de que tudo vai melhorar, de que a bonança vai chegar, e é isso que alimenta meu otimismo, mesmo estando um pouco apática.
Maio de 2013, já deu!
Um mês cheio de bombas, pipocando pra tudo o que é lado, e eu por aqui, me esquivando de cada uma e tentando manter o equilíbrio, para não sufocar meu coração.
Como disse um dia minha filha:
- Inferno Astral, já não está de bom tamanho? Chega viu!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Carta sem destinatario

Olá!
Sempre gostei de escrever cartas, sempre consegui me expressar melhor escrevendo, do que falando, talvez seja esse o motivo da minha grande paixão pela escrita, já que podemos sempre raciocinar melhor sobre aquilo que falamos.
Já passei horas escrevendo, deixando o pensamento fluir e depois reler, apagar, reescrever, reformular, tentar colocar da forma mais coerente possível meus pensamentos.
Optei pelo anonimato, não por medo, mas para poder me sentir mais livre ao escrever minhas histórias, e como o momento é de reescrever minha vida, preciso de liberdade.
Fiz grandes amigos, nesse mundo virtual, nessa blogsfera gigante, aonde trocavamos opiniões, pensamentos, rolava uma quimica legal nessa antiga turma, hoje a maioria fora do ar, mas continuamos nas redes sociais da vida, trocando essa energia que nos uniu.
Agora é diferente, não acompanho mais nenhum blog, especificamente, fico menos tempo na net, com a qual me decepcionei muito, mas resolvi retomar a escrita, apenas como um exercício, sem expectadores, sem seguidores, apenas por mim e pra mim, assim quem sabe consigo colocar minha cabeça nos trilhos de novo e ai sim, retomar um caminho, perdido em algum lugar no tempo e no espaço.
Um dia, minha terapeuta me perguntou se eu tinha idéia de em que momento me perdi de mim, e quer saber? Não sei, em algum momento me perdi, não sei se vou me encontrar novamente, nem sei se vale a pena me reencontrar, talvez a palavra chave seja me Re-inventar.
Vamos a isso então.